quinta-feira, 13 de junho de 2013

Evento > Eclipse Doom Festival VI (06/07/2013)

Data:
Sábado, 6 de julho de 2013, às 22h


Bandas:
Lachrimatory - Curitiba / PR
HellLight - São Paulo / SP
Soul's Silence - São Paulo / SP
Bullet Course - Curitiba / PR


Local:
Hole Club
Rua Augusta, 2203 - Jardins, 01412-000 São Paulo/SP
Telefone: (11) 3061-2699


Mais informações serão divulgadas em breve.
Acompanhe também pela página do evento no Facebook:

terça-feira, 4 de junho de 2013

Resenha de show – Mythological Cold Towers (Rio de Janeiro, 12/05/2013)

Nota DMBR: em primeiro lugar, peço desculpas pois esta resenha deveria ter sido postada poucos dias após o show, mas por motivos de saúde não pude fazê-lo na época. Em segundo, quero agradecer à Julie Sousa, baterista da Mortarium, por ter me enviado a resenha.

Twilight Of The Idols
Mythological Cold Towers
Teatro Odisseia
Domingo, 12 de maio de 2013.


No último domingo dia 12 de maio, o Rio recebeu uma das maiores bandas de Doom Metal do país. Mythological Cold Towers esteve na cidade para sua primeira e única apresentação no Teatro Odisseia, região da Lapa.

Organizado pela JZ produções, o Twilight Of The Idols além da Mythological Cold Tower, contou com a participação das bandas Boreal Doom, As Dramatic Homage e Poeticus Severus. Incluo já aqui meus cumprimentos à produção do evento em trazer uma banda de tal relevância em terras cariocas pela primeira vez.

Chegando ao local do show, ainda na porta, reencontro alguns amigos dentre eles o Fabio Shammash, do MCT, e o Marcelo Zanatta com sua noiva Cris, da JZ Produções. Conversamos sobre as expectativas para aquele show, sobre a cena carioca, entre outros assuntos. Esse clima intimista marcara toda aquela noite. Foi uma espécie de encontro entre velhos e novos amigos, todos ansiosos pelo que estava por vir.

A casa: 
Com ótima localização, o Teatro Odisseia oferece uma excelente estrutura de som e acomodações, ao nível das casas de shows de médio porte da cidade. O espaço tem um bom histórico de shows de Heavy Metal e é sempre elogiado pelo público e bandas. 

O público: 
Cerca de 120 pessoas estiveram presentes para este concerto, grande parte membros de bandas tradicionais. Foi uma noite para os que de fato apreciavam a boa música do gênero Doom Metal.

O show:
Mythological Cold Towers foi a segunda banda a subir ao palco naquela noite.

Iniciando a apresentação com "Lost Path to Ma-Noa", Mythological Cold Towers cativou os olhares atenciosos dos presentes, com muito profissionalismo e a áurea de única que os caracteriza.
"In the Forgotten Melancholic Waves of the Eternal Sea" deu sequência à apresentação da banda, lindamente apresentada, envolvendo a todos no clima que a Mythological proporcionara. "Fallen Race" e "Like an Ode Forged in Immemorial Eras" foram executadas impecavelmente, e devo destacar aqui a bela atuação e entrosamento de todos na banda, sobretudo a performance do baixista Thormianak, que interagia a todo momento com os demais músicos, e a atuação do vocalista Samej Coatl, intensa e perfeita durante todo o show. É imperativo salientar que Thormianak (baixo) e Hécate (teclados) são sessions members da banda de Black Metal Miasthenia
"The Shrines of Ibez" deu continuidade ao concerto, mantendo o mesmo clima intenso, um dos pontos altos do show. O público parecia hipnotizado, em êxtase diante da execução da "Immemorial". Na minha opinião, o auge da apresentação que vinha sendo perfeita e tornara-se agora inquestionavelmente ímpar. 
Em seguida, a "Akakor" mostrando toda a virtuosidade da banda, mantendo o encantamento que fazia o público incrédulo.
Mythological Cold Towers apresenta sua última música, a "Contemplating the Brandish of the Torches" de forma magistral, como fora todo o show. Intensa, brilhante e imaculadamente executada.  De fato, o show da Mythological caracterizou-se por uma atmosfera que nos remetia a uma percepção distinta.
É intenso, legítimo. Uma apresentação impecável e sem a menor necessidade de retoques.

Foi uma honra para mim presenciar este momento, não apenas por se tratar de um ícone do Doom Metal nacional, mas principalmente porque foi uma oportunidade rara de vê-los em terras cariocas. Não pude presenciar o show das demais bandas da noite, mas certamente fizeram uma bela apresentação! 
Resta agradecer ao MCT por terem vindo e à JZ produções por acreditar neste evento e tê-lo realizado. 


Você pode conferir alguns videos da apresentação abaixo:




quinta-feira, 18 de abril de 2013

Resenha de show – My Dying Bride (Rio de Janeiro, 10/04/2013)


TEATRO RIVAL PETROBRÁS
10/04/13
Por Julie Sousa

No último dia 10 de abril, o Teatro Rival no Rio de Janeiro recebeu a primeira e única apresentação de um expoente do gênero Doom Metal - os ingleses do My Dying Bride - , esperados há anos pelos doomsters presentes das mais variadas partes do país.
Ainda na fila para a entrada, era possível ouvir e identificar diferentes sotaques, conhecer e reconhecer membros de algumas bandas de Doom Metal brasileiras. Todos compartilhavam de um sentimento de euforia, aliado à ansiedade em estar diante de seus ídolos. Era apenas o começo de uma grande noite!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Review > Before the Rain – Frail (2011)

Gravadora: Avantgarde Music

Quando ouvi o disco One Day Less, da banda portuguesa Before the Rain, achei um bom álbum e vi que a banda tinha um bom potencial. Quando foi anunciado que Gary Griffith, ex-membro da extinta e lendária banda Morgion, se juntaria à banda, as minhas expectativas pro segundo disco subiram bastante, já que os vocais do primeiro disco não foram seu ponto mais forte, com muito uso dos vocais falados que eu tanto desgosto. Já o split com a banda finlandesa Shape of Despair, trouxe uma ótima faixa (Somewhere Not There) mas, no entanto, eu não imaginava que, com seu segundo álbum completo, a Before the Rain se tornasse responsável pelo lançamento de um dos melhores álbuns de Death Doom que já ouvi.

O disco mantém um pouco daquela veia do Death Doom noventista do disco anterior, com certa influência de Anathema e My Dying Bride antigos e Morgion, mas agora com novos elementos. O som está bem mais progressivo do que antes, mais dinâmico e com muitas variações nas estruturas, andamentos e melodias das músicas. Os andamentos predominantes são médios, podendo ir a outros mais lentos ou mais rápidos em algumas passagens. O trabalho das guitarras de Gary Griffith, Valter Cunha e Carlos Monteiro está maravilhoso, usando bases pesadas em conjunto ou alternância com leads mais melódicos ou repetições mais minimalistas e hipnóticas, típicas da banda. O baixo de Pedro Daniel, no geral, cumpre um papel mais discreto no som, se focando mais no peso, enquanto a bateria de Joaquim Aires apresenta um trabalho muitíssimo bem executado, com um bom uso dos pratos e tons, que com certeza, enriquece as músicas. Em boa parte do disco, é possível notar também várias camadas de guitarras e vocais, muitos arranjos harmônicos, o que torna o disco extremamente complexo e mais rico a cada audição, e que mostra que a banda soube aproveitar muito bem a opção que as três guitarras lhes traz ao vivo. Também é frequente o uso de pausas nas músicas, pra então haver completas transformações de atmosferas ou direcionamentos nas faixas. Cada detalhe do disco parece ter seu lugar e ele nunca se torna óbvio, entediante ou sem propósito.

E na questão dos vocais, Gary Griffith, junto com outros como Matt Lawson da The Prophecy e Frank Brennan da Mourning Beloveth, se mostra um dos melhores vocalistas da cena mais extrema do Doom Metal, mostrando uma performance superior até mesmo ao seu trabalho na Morgion. Seus vocais são versáteis, sua voz é marcante, seu senso melódico é apurado e sua interpretação é magistral, carregada nos momentos mais melancólicos, intensa ou suave conforme necessário. O disco também é bem balanceado na distribuição dos vocais limpos e guturais, o que traz mais variedade e é definitivamente essencial para bandas com essa proposta. Os vocais narrados ainda marcam presença, mas desta vez se encaixam melhor nas músicas, especialmente por não usarem os timbres “chorados”, comuns ao primeiro disco e a bandas como o antigo Anathema e o atual My Dying Bride.

O disco ainda traz, em alguns momentos, a ótima participação de uma vocalista feminina, que aparece como apoio aos vocais de Griffith ou, então, trazem maior atmosfera à música. Eu normalmente não costumo citar as letras dos discos em minhas resenhas já que me foco mais no lado musical, mas as de Frail valem a menção. Elas trazem um lado mais existencialista que eu particularmente gosto bastante, muito bem escritas e que favorecem a interpretação dramática do vocalista.

A primeira faixa, And the World Ends There, tem uma atmosfera apocalíptica condizente com seu título e letras, com excelentes linhas vocais. É uma faixa pesada, que termina com um direcionamento mais rápido e mais Heavy tradicional. Shards, a segunda, traz um momento mais arrastado e mais puxado para o Funeral, que me lembrou o que o MDB fez no disco Turn Loose the Swans.

A terceira faixa, Breaking the Waves, é a mais longa do disco (17:32) e começa extremamente melancólica, com diversas camadas de vocais sobrepostos. Nela, temos a primeira contribuição de vocais femininos, alternando momentos atmosféricos com outros pesados, para depois trazer uma pausa seguida de uma mudança drástica para riffs pesadíssimos e um clima mais desesperado.

A quarta faixa, A Glimpse Towards the Sun, começa mais acústica e nostálgica, indo pra algo mais agressivo no final, sendo a mais curta do disco, com menos de nove minutos de duração.

A quinta faixa, Frail, que é a faixa-título do disco, já começa mais pesada e direta, contando com um trabalho absolutamente fantástico de guitarras, mas que ainda conta com partes atmosféricas. Esta faixa até mesmo poderia ser dividida em duas pois se transforma, quase lá pela sua metade, em uma longa viagem atmosférica acompanhada novamente por vocais femininos melancólicos.

A sexta e última faixa, Peace Is Absent, é uma épica e dramática faixa de pouco mais de nove minutos quase que exclusivamente instrumental, com apenas cerca de dois minutos cantados, cujos riffs lembram bastante o som apresentado em One Day Less, e que fecha o disco com chave de ouro.

Este disco mostra que a Before the Rain é uma banda com um grande potencial pra se tornar uma das maiores da cena Doom. Resta saber se o próximo disco vai confirmar esse potencial ou não, mas, com certeza, as expectativas para ele serão bem altas. Mas independente disso, a banda já deixou um álbum clássico marcado na história do Doom Metal. Se você é fã de um Doom Metal rico, complexo e bem estruturado, Frail é um álbum obrigatório!

Segue uma amostra do disco com o video oficial de uma versão encurtada da faixa-título:



Facebook Before the Rain

sábado, 30 de março de 2013

Resenha de Show – Doomsday (22/03/2013, São Paulo/SP)

No último dia 22, tivemos aqui em São Paulo o evento Doomsday, organizado pela Last Time Produções.

O evento foi realizado no Bar Estilo Espiral, no bairro do Ipiranga, e contou com as duas bandas paulistas Lúgubres e HellLight.

A CASA E O EVENTO:
O Estilo Espiral é um bar num estilo meio indiano, meio anos 70, de tamanho adequado para um show de público pequeno. O ambiente é muito bonito, bastante diferente das casas de show a que estamos acostumados, com belos grafites e mandalas pelas paredes, e até uma pequena fonte. Outra coisa muito interessante é o uso de materiais reciclados em parte da decoração. As bebidas são ótimas e o bar também serve diversas comidas e porções, o que muitas vezes faz falta em muitas casas de shows pra quem vem de longe, além do bom atendimento dos funcionários. A localização do bar é de muito fácil acesso, a cerca de 5 minutos a pé da estação Alto do Ipiranga da linha verde do Metrô, bastando contornar um quarteirão.

A entrada pro evento custava apenas R$10,00, e os shows estavam marcados para começar às 20h, o que não aconteceu devido a problemas para o baterista da Lúgubres chegar ao local. Mesmo assim, por volta das 21h a banda começou a tocar e o atraso não causou maiores transtornos, já que, enquanto esperávamos, foi possível assistir shows de Anathema, Paradise Lost e My Dying Bride no telão da casa. Além disso, a HellLight, que tocou por último, ainda terminou seu show um pouco antes das 23h, horário previsto para o término.

O evento correu relativamente bem, apenas com o problema do atraso e alguns pequenos problemas técnicos com equipamento, nada que chegasse a atrapalhar (a não ser em uma música da HellLight onde a guitarra sumiu completamente por algum tempo). Segundo o produtor Rafael Sade, responsável pela Last Time Produções, o evento contou com mais de 80 pessoas de público. É bom ver que, a cada novo evento, o público vem aumentando, mesmo que aos poucos. A Last Time pretende realizar uma segunda edição do Doomsday em breve. Aguardemos!


AS BANDAS:

Lúgubres 
Lúgubres
Lúgubres - foto por
Crazy Pinup Dark Radio
A primeira banda a tocar foi a Lúgubres, banda relativamente nova, formada em 2009. O som da banda é basicamente um Epic Doom com toques de Death e Funeral, com um uso de vocais épicos do guitarrista Robson, na linha Candlemass e Mourning Beloveth, alternando com guturais do baixista Gerisson. A banda usa e abusa de um recurso que eu, particularmente, amo e acho fundamental pra uma boa banda de Doom e, por isso, me conquistou logo de cara: bons riffs. Aliás, o peso dos riffs e das guitarras da Lúgubres estava esmagador, e a performance geral da banda soa melhor ao vivo do que o material já gravado. As músicas são muito boas, bem construídas e variadas. O vocalista e guitarrista Robson, figura muito carismática, até surpreende quando começa a cantar, com um vocal potente e uma boa técnica. O show da banda foi descontraído, com o vocalista brincando, falando com o público e até fazendo piada com os pequenos problemas que a banda teve. O set foi curto, apenas 4 músicas, sendo que a duração média das faixas é até curta pros padrões do Doom Metal, mas foi suficiente pra empolgar boa parte do público, com alguns dos presentes bangueando perto do palco. Como destaque, eu colocaria a música Autumn of the Soul, som pesadíssimo, majestoso, com linhas vocais e melodias muito pegajosas, uma das faixas que podem ser conferidas no myspace da banda.

Setlist
1- Heavy Chains of Sorrows Put My Soul to Down
2- Death (or Hymn of Essential True)
3- Death II (or Groundwork of Despair)
4- Autumn of the Soul

https://www.facebook.com/pages/LUGUBRES/234476766605367


HellLight 
HellLight
HellLight - foto por
Higurashi Hachi
A banda a fechar foi a HellLight, com certeza já conhecida da maioria dos presentes. O set da banda não ousou muito. Das 5 músicas tocadas no Doom Fest, em São José dos Campos, e no Eclipse Doom Festival V, em Sampa, a banda tocou 4 delas (estas mesmas 4 faixas, pelo que consta no site Whiplash, também foram apresentadas na abertura para o Therion no ano passado), substituindo apenas Deep Siderial Silence por Fear no Evil e Winter's Theater, duas faixas do primeiro disco da banda, In Memory of the Old Spirits (2005). Segundo o vocalista, estas faixas não eram tocadas há 10 anos, e por essa ocasião, a banda chamou Rafael Sade, organizador do evento e que também é ex-membro da banda, para fazer os teclados. Tirando por esse detalhe, a apresentação da HellLight foi quase idêntica às anteriores. Pra ler mais sobre a performance da banda, veja as resenhas do Doom Fest e do Eclipse Doom Festival V.

Setlist
1- Marcha Funebre
2- The Light that Brought Darkness
3- Afterlife
4- Fear no Evil (com Rafael Sade)
5- Winter's Theater (com Rafael Sade)
6- Funeral Doom



Fotos (as fotos nesta matéria foram retiradas dos álbuns abaixo):




Você pode conferir outra resenha do show no site Pinup Crazy, por Mi Dupont:
http://www.pinupcrazy.com.br/2013/03/helllight-funeral-doom-e-lugubres.html

My Dying Bride faz show no Rio em abril e lança EP The Manuscript em maio

Independente das controvérsias a respeito de seus últimos lançamentos, não dá pra negar que os ingleses do My Dying Bride andam a todo vapor. A banda lançou o álbum A Map of All Failures – pra alguns, o melhor álbum de Doom Metal de 2012, pra outros, uma grande decepção – ano passado, e já está em vias de lançar um novo EP.

O EP se chamará The Manuscript e será lançado pela Peaceville no dia 13 de maio deste ano. O EP trará 4 faixas, com uma duração total de pouco mais de 27 minutos e, pela descrição dada no site da gravadora, deve seguir a mesma linha do disco mais recente e do EP anterior.

Falando nos lançamentos anteriores da banda, em 2011, lançaram o EP The Barghest O' Whitby, que indicou que a banda pudesse voltar a um som mais próximo de seu primeiro álbum, o que não se concretizou em A Map of All Failures. Também em 2011, lançaram o CD triplo Evinta, outro divisor de opiniões, já que o disco que comemorou os vinte anos da banda, ao invés do Doom Metal, apenas trouxe releituras de trechos de faixas antigas da banda em versões de música erudita com toques de New Age. O novo EP será o quarto lançamento da banda num período de menos de 3 anos.



Lembrando que, no dia 10 de abril, a banda estará no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, para sua primeira e única apresentação no país pela produtora Overload.



quarta-feira, 6 de março de 2013

Evento > Doomsday (22/03/2013, São Paulo/SP)

DOOMSDAY

22/03/2013 - Sexta Feira

Bandas:
HellLight - Funeral Doom Metal
Lúgubres - Funeral Heavy/Doom Metal


Aniversariantes do mês de Março serão VIPs.
Aniversariantes que levarem uma quantidade considerável de pessoas ganharão uma garrafa de Vódka


Programação:
Abertura: 18:00hrs
Início do show da banda Lúgubres - 20:00hrs (1 hora de show)
Início do show da banda HellLight - 21:30
Término: 23hrs

A casa continuará funcionando normalmente até o seu fechamento, que vai das 00:30 ou 01:00 da manhã.

Produção:
Last Time Produções

Local:
Casa de Shows e Bar Estilo Espiral
Rua Salvador Simões, 1089 - Ipiranga/SP
Próximo ao metrô Alto do Ipiranga.